Burger King – Olhando e esperando

Depois famoso Whopper Sacrifice, o Burger King voltou a dar hamburguer grátis para quem cumprir um desafio maluco. A ação desta vez acontece através de um canal dedicado na TV – o 111 da DirectTV americana – que fica mostrando o anúncio 24 horas por dia. Se você ficar olhando para a tela por pelo menos 5 minutos, em algum momento um rápido aviso lhe pedirá para apertar um botão no controle remoto. Se você ficar encarando o anúncio por mais 10 minutos, ganha um Whooper. Se ficar por mais 15 minutos, leva mais um, totalizando 30 minutos encarando a TV para ganhar três sanduíches. Não adianta mudar de canal, dormir, virar para o lado, ler uma revista, ou fazer qualquer coisa que não seja olhar fixamente para a tela, já que é preciso apertar o controle remoto na hora certa. Os ganhadores receberão cupons em casa para trocar em uma das lojas da rede, e o Burger King revela que os consumidores já gastaram 5 mil horas olhando para o anúncio desde a última segunda-feira. Genial!

Transmídia

Já não é novidade pra ninguém que as mídias andam se misturando por aí. O guru do da cultura da convergência Henry Jenkins identificou um “fluxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídia”.
Claro que a Abajur tem tudo a ver com essa dança das mídias e, por isso, esse post estava caindo de maduro.

Um dos jeitos mais legais de envolver o público em uma história é o transmídia storytelling: a verdadeira criação de um universo para uma experiência ficcional plena em que o consumidor vira um caçador de informação. A história não acontece apenas na tv ou no cinema, mas segue sendo contada em histórias paralelas em redes sociais, sites, blogs, games, livros, histórias em quadrinhos, etc. E é contada inclusive pelos fãs, que discutem em blogs as possibilidades dos místérios de Lost e participam de gincanas que antecedem o lançamento de Batman The Dark Knight.

Claro que milhões de pessoas elegendo o vencedor do BBB não é um storytelling, apesar de ser transmídia. O storytelling ocorre quando a participação dos fãs complementa a história principal criando ou ajudando a criar e sendo audiência para histórias paralelas.

O sabonete Old Spice também foi um ótimo exemplo de transmídia em publicidade. Tudo começou com este comercial de TV:

Depois, aproveitando-se do sucesso de seu garoto-propaganda, a empresa criou um perfil do mesmo nas mídias sociais e desafiou os seguidores a enviarem perguntas. O que ninguém imaginou foi que em 2 dias de gravação, a equipe da Wieden+Kennedy gravaria quase 200 comerciais para youtube com o seu personagem respondendo a algumas das perguntas!

Além disso, o limpinho aí também citava celebridades do twitterem alguns destes vídeos, como Oprah, Demi Moore e Alyssa Milano. Esta última seria responsável por uma frequente troca de seus tweets por vídeos, uma vez que sempre respondia aos filmes para ela direcionados e chegou a produzir um vídeo-resposta ela própria!


O sentimento de Communitainment, termo que expressa a união de comunidade, comunicação e entretenimento, atingiu milhões de internautas que se sentiam um pouco representados dentre os desconhecidos respondidos e interessados pela participação (gratuita e em tempo real) de alguns astros. Claro que paródias e histórias paralelas também foram divulgadas e ajudaram o sucesso da campanha.

E pra quem ainda não se convenceu que as mídias estão se misturando, experimente entrar no site do picolé magnum.

Para um último e fantástico exemplo, siga a Abajur e veja nosso próximo tweet!

Sol, sombra, arte e inovação

Faz algum tempo que se estuda os princípios de arquitetura bioclimática e eficiência energética. Um dos pontos fundamentais para proporcionar o máximo de conforto térmico possível para as residências é a orientação solar, através do posicionamento e dimensionamento das aberturas e das proteções solares. É um tópico interessante de ser abordado, já que o simples fato de o projeto contemplar aberturas bem posicionadas e dimensionadas pode proporcionar economia no consumo da energia gasta com iluminação e aquecimento artificiais, sem necessariamente encarecer o custo da obra. Ou seja, benefício para quem constrói e para quem mora também.

O projeto arquitetônico foi desenvolvido pelo escritório austríaco Ernst Giselbrecht + Partners (www.giselbrecht.at), para o showroom da Kiefer Technic (www.kiefertechnic.at). Não sei dizer se pela tecnologia utilizada, ou pela solução formal encontrada, mas com certeza o projeto é fascinante do ponto de vista inovador com que profissionais têm tornado a arquitetura “viva” e interativa com o homem e com o meio ambiente.

O Primeiro Seguidor

Muita gente já viu. Outros ainda não. Vai um pouco da ideia do filme, onde o segundo acaba sendo o primeiro.

Stop Motion! Top 10!

Stop motion é um conceito meio engraçado, que ao pé da letra significa algo como “movimento parado”. Até faz sentido, afinal, o stop motion é a arte de fotografar quadro a quadro imagens estáticas em uma sequência para que gerem a ilusão de movimento ao rodarem na tela (de 24 a 30 quadros por segundo).

Claro que isso é basicamente o princípio de qualquer filme. A diferença é que a filmadora é uma maquina fotográfica que tira inúmeras fotos seguidas e, por isso, os atores não precisam se preocupar em se moverem 1cm a cada “foto” ou frame para gerarem a impressão de um movimento contínuo. Com o stop motion, cada quadro é um quadro. Cada folha de desenho é menos de 1 vigésimo de segundo que a gente vê na tela. E depois vai pro lixo! Com os bonequinhos de massinha a estratégia é semelhante, mas em 3d: depois de cada foto, os personagens (olhos, braços, pernas, etc) e os cenários devem mudar apenas milímetros, para que a representação final lembre movimentos reais.

Ok, mas eu tenho que admitir: stop motion não é exatamente uma inovação (até já fizemos um aqui).

O Tim Burton, de quem já falamos aqui, fez (O Estranho Mundo de Jack, Noiva Cadáver,…), a Aardman Animations (em parceria com a Dreamworks animation) fez (Fuga das Galinhas, Wallace e Gromit,…) e francamente até o Skank já fez (no clipe de Noites de Um Verão Qualquer). Ah! Sem contar que absolutamente todos os desenhos animados da história também fizeram (abaixo, o primeiro desenho do Mickey de Walt Disney, ainda na década de 20).

Então como falar de inovação quando o assunto são as animações em Stop Motion? Ora, não pretendo falar. Pretendo mostrar! E pretendo inaugurar uma nova categoria de posts no nosso blog! É o Top 10 inovadores, ou seja, os 10 vídeos de stop motion que me deixaram com o queixo mais caído nos últimos tempos. Confira e sugira os seus preferidos nos comentários!

10 – The PEN Story (Olympus) – É uma inspiração (para não dizer cópia aperfeiçoada) do stop motion japonês Wolf and Pig.

9 – Sledgehammer (Peter Gabriel) – em 1986, o cantor lançou esse clipe, que rendeu um recorde de prêmios no VMA Music Awards e uma sociedade em uma produtora de stop motions. É o caso em que atores reais participam das animações em fotogramas e o stop motion pode ser também chamado de pixilation.

8 – Hit Print (HP) – Feito com muuuuuuitas impressões (um pouco ecologicamente incorreto)

7 – Walkie Talkie Me (Steriogram) – clipe de animação stop motion em lã! Mistura com um pouco de filmagem convencional (não stop motion). Dirigido por Michel Gondry, que dispensa comentário.

6 – T-shirt War – Um dos hits do ano no Youtube.

5 – Fall in love with a girl (The White Stripes) – A duplinha rubro-negra em mais uma parceria com o gênio Michel Gondry em um stop motion feito de Lego!!!

4 – Muto (Blu) – Feito com graffiti em muros da cidade.

3 – Dot (Nokia N8) – O menor stop motion do mundo


2 – Her Morning Elegance (Oren Lavie) – Roupas transformam a cama em uma tela nesse clipe em que a música tem tudo a ver com o encanto da cena.

1 – Strawberry Swing (Coldplay) – Animação desenhada a giz no chão… mas em um nível de superprodução raramente visto. Já notou que o Mr. Gwineth Paltrow adora um clipezinho complicado?

Quem quiser se divertir um pouco mais com essa arte pode acompanhar os trabalhos do diretor Adam Pesapane, o PES .

Agora se você quer se divertir mais ainda, pode começar na pontinha do caderno, fazendo um flipbook, o formato mais prático para se começar no stop motion. Vamos lá, não fique parado!

Logotomia

Abra sua cabeça para a criação de logotipos!

Uma das grandes missões de um bom designer e de uma boa agência é criar logotipos. A própria Abajur, que trabalha com muitas novas empresas e produtos, conta com designers afiados para dar cara a tantas marcas.

Nos últimos anos e, principalmente nas últimas semanas, alguns logos foram alvo de amor e ódio pela população.

Primeiro foram as marcas tradicionais, que decidiram mudar: Pepsi queria que você migrasse do refrigerante de cola mais tradicional (Coca) e achou que conseguiria essa mudança se inspirando no “Mrs-Yes-We-Can”. A GAP recebeu tantas críticas de seus usuários mais apaixonados quando anunciou seu novo logo que poucos dias depois voltou atrás. A Starbucks é o case da semana que tirou o sono de bebedores de café de todo o mundo ao simplificar seu logo excluindo justamente a parte que apresentava o nome da empresa.

E também temos os logos tupiniquins desta década de esporte que se inicia. O da Copa do mundo, alvo de críticas de 11 a cada 10 designers, e o das Olimpíadas, o novo xodó do mercado publicitário (se você olhar bem, consegue ver homens de mãos dadas, o Pão-de-Açucar e até a palavra “Rio” escrita dentro do ícone da marca).

Isso sem falar naqueles famosos logos que a maioria das pessoas demora anos até entender (muitos deles são explicados pela Teoria da Gestalt). Abaixo o de Carrefour (onde muitos vêem um palhaço, há na verdade a letra “C”), Fedex (na base da letra “E” há o início de uma seta que simboliza a entrega da encomenda no ponto “x”), Toblerone (dentro do Alpe tipicamente suíço se pode ver a imagem de um urso, já que Berna, local de origem deste chocolate é também conhecida como a “cidade dos ursos”) e Amazon (a seta que indica uma bibliografia de “a” a “z” também faz um sorriso, com direito a covinha).

Particularmente, tenho gostado muito de logotipos bem simples (minimalistas), como estes, que achei na web e não garanto que sejam de fato logos de empresas ou produtos reais:

Agora, o que eu demorei para aprender e faço questão de dizer pra vocês não é como desenhar o melhor logo possível, mas como falar sobre ele.

Até logo.

Eu -> Post -> Infográficos <- você

Fazia tempo, eu estava querendo escrever um post sobre Infográficos. Bem, talvez escrever não seja exatamente o termo. Em se tratando dessa nova moda que tem agradado a designers e economistas, acho que mostrar e ilustrar é a alma do negócio. Eu acho muito didático, aplicável a quase tudo e potencialmente divertido. Segue um top 10.

(Vozes do personagens dos Simpsons em Inglês)

…o que me lembra: vai um gráfico de pizza aí?

Padrão Brasileiro = Jeitinho Brasileiro

Pra quem estava irritado com o novo padrão de tomadas brasileiro (ja comentamos isso antes) chegou uma técnica inovadora e bem brasileira de resolver esse verdadeiro strike incompleto, que nos faz ter esse pino desgraçado sobrando. O difícil vai ser ter todos esses Ts, que também atendem pelo nome de benjamins, na sua casa.

A maior invenção da história da humanidade

Dizem que a maior invenção do homem foi a roda. A indústria do transporte, por exemplo, originada a partir da evolução daquele criativo objeto redondo, se desenvolveu para carroças, bicicletas, carros, motocicletas, trens e aviões (uma invenção brasileira que, inclusive, utiliza rodas). O transporte tem sido uma questão existencial para a sociedade humana e que define constantemente a nossa evolução histórica. Dos nomades às embarcações quinhentistas, ao homem na Lua, às discussões xenofóbicas sobre mexicanos nos EUA ou turcos na Europa.

Ao longo de tantos anos, o carro conquistou a posição de meio de transporte número 1 da humanidade. Ditou a história da administração e do modo de produção industrial com o Fordismo, transformou-se em símbolo de virilidade e potência masculina e ergueu economias como a brasileira (desde o fusca de JK até a última redução do IPI). Ah, caso você não lembre ele também utiliza uma coisa que deve ser meio importante no mundo de hoje, um tal de petróleo…

Então tá. Com tantos anos de história e com o Luciano Huck tunando ferros velhos toda a semana, será que ainda dá para inovar em automóveis???

Na semana passada, o salão do automóvel de SP apresentou o Fiat Mio, uma carro feito seguindo pedidos, mensagens e tweets de internautas. E pros amigos do Tom Hanks (que adora uma energia reciclável e há tempo não abastece com gasolina) foi apresentado o Miev, primeiro carro elétrico produzido em massa.

A Abajur não podia parar por aí e foi procurar inovações em mídia relacionadas com automóveis. Achamos algumas mais amadoras e lembramos desse outdoor super legal, que aos poucos revelava o Audi A2 de Alumínio (que não enferruja).

Por fim, também resolvemos  estimular um transporte mais saudável para possíveis clientes da Ventura Atlética, empresa de personal trainning e grupos de corrida lançada oficialmente na maratona de Porto Alegre deste domingo. Enquanto o grupo corria, centenas de veículos estacionados pela capital recebiam multas. A infração era o sedentarismo de quem prefere se locomover de carro até mesmo em uma bela manhã de domingo. Confira:

Travessura ou gostosura? Abobrinha é que não é!

Ontem estava assistindo Entrevista com o Vampiro. Incrivelmente nunca tinha visto este belo filme. Claro que se eu fosse mulher, provavelmente não ia ter perdido o encontro do Brad e do Cruise ou, como eu prefiro lembrar, dos maridos das lindas/gostosas Angelina e Kate. Que os bonitões dão audiência eu sei (vide o sucesso da saga teen estrelada por Robert Pattinson), mas comecei a perceber que tem algo mais por aí.

Bu! É o terror, minha gente. Daí você vai dizer que nunca mais viu um fime do Freddy Krueger, que Halloween é coisa de americano e que nesse dia 31/10 o que mais assusta são os candidatos à presidência. Tudo bem. Acontece que a inovação -nem tão nova assim- é o terror-pop. Hoje em dia, o mercado sabe explorar muito bem o exato limiar entre o terror e o apelo comercial.

Acho que você deve conhecer centenas de pessoas que leram, assistiram ou consumiram Crepúsculo. E talvez conheça pelo menos alguma que já jogou o RPG Vampiro. E se, por outro lado, nunca iria num show de death metal do Venom e nem mesmo da figuraça Ozzy Osbourne, tenho certeza que você já curtiu um terror-pop-musical (caso você não lembre, Thriller, do Michael, é o Álbum mais vendido da história).

Até as crianças, já faz tempo, tem curtido o lado pop e até engraçado do terror: Scooby-Doo.

Outros casos são Ghostbusters e Greemlins nos 80 e, ultimamente, Piratas do Caribe e o próprio Batman-Dark Knight. E já que voltamos para o cinema, cito um diretor que nunca esteve tão em alta e, por acaso, tem o macabro e o fantástico como o fio condutor de toda a sua obra: Tim Burton (abaixo, alguns de seus personagens, e o retrato do cara mais jovem, feito por um de nossos abajures).

Se o Tim  já está fazendo tanto sucesso com seus filmes macabros, imagine quantas pessoas estão esperando para levar um susto em 3D nos cinemas.

Muitas, mas isso não será nenhuma novidade: o filme “Disque M para Matar”, um clássico de Hitchcock, chegou em 3D nos cinemas há 56 anos atrás (e você achando que o Avatar tinha começado essa moda…).

O que poderia, então, assustar mais que um filme de suspense ou terror em 3D? Que tal um inovador e totalmente interativo, que fizesse você decidir a sobrevivência dos personagens?

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