Injeção na testa

Nunca fui fã de ir ao supermercado, mas passei a infância jurando que tinha um irmão gêmeo só pra pegar uma segunda amostra grátis com as mocinhas que as ofereciam entre um corredor e outro.

Quem não faz a menor questão de olhar dentes de cavalos, já sabe como algumas empresas estão inovando em um mundo onde se paga para estacionar, para ir ao banheiro, ou para o garçon daquela festona não esquecer da sua mesa. Em seu livro Free, Chris Anderson diz que toda industria que se torna digital, acaba se tornando grátis (se você quiser ouvir o audiobook de Free, é claro que ele também está disponível gratuitamente).

Há algum tempo, as empresas mais antenadas perceberam que o valor do reconhecimento e da conquista do consumidor pode ser maior do que o de algumas moedas (em uma ação para a Circlo, a Abajur andou inclusive doando algumas ultimamente).

Mas onde eu vou para buscar minhas bugigangas de graça?

- Que tal na maior empresa do mundo? Ou você já pagou para usar o buscador do Google ou suas outras ferramentas (Youtube, Orkut, Gmail, Google Docs e tantos outros)?

- Ou no pequeno Café Bonobo, reduto vegano em Porto Alegre, onde livros e cds podem ser doados ou levados embora.

- Ou no site de doações Freally e no divertido Saco Mágico, em que um tweet pode lhe render surpresas, que vão de um kit autoridade à videogames e viagens pelo Brasil.

- Ou nessas incríveis lojas em SP: a Clube Amostra Grátis, na Vila Madalena, e Sample Central, nos Jardins, onde o consumidor escolhe até 5 entre diversos produtos ainda não lançados no mercado e, em troca, só precisa responder um questionário sobre eles.

De sistemas operacionais open source como o Linux ao CD In Rainbows (2007) do Radiohead, lançado de graça no site da banda, o mundo está começando a perceber as vantagens da “economia do grátis”.  O que você está esperando?

Guarde sua carteira e saia às compras!

Um abraço.

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Comentarios

  1. Lu disse:

    ou no peixe urbano, almost free! :)

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